sábado, 10 de outubro de 2009

ATACAMA 2009 - História completa

| Dia 1 | Porto Alegre - São Borja



Nos encontramos na Harley em POA pouco depois das 9 da manhã, amigos, família, várias pessoas estavam lá para ver se a gente ia mesmo ou estava só blefando..hehe



Saímos depois das 10, tudo em ordem, tranqulio até que o primeiro contratempo apareceu.

Na altura de Taquari, eu fiz sinal para o Sandro que queria falar com ele. Levantei a viseira do capacete e gritei.

- Tu pegou teu passaporte??

Só vi o capacete dele balançcando dizendo não....

Paramos ali, e ele descobriu que nem a Carteira de identidade tinha trazido, resultado: acabou pedindo para a esposa vir de canoas até Tabaí para trazer o tal Passaporte.



Ainda bem que vimos isso logo....aproveitamos os 40 minutos de espera para arrumar a mala do Sandro que estava caindo. Logo que os documentos vieram, continuamos a viagem.

Da estrada até São Borja, a maior parte muito boa, com esceção entre o trevo de Cachoeira do Sul até Santa Maria que está uma caos.

Sâo Borja, cidade tranquila de interior, num agito pacato de sábado à noite.



Depois de uma picanha no disco de arado e algumas cervejas...descanso.

| Dia 2 | São Borja - Presidencia Roque Sáenz Penha

Pessoal muito legal do Hotel Executivo de São Borja, além de barato os motociclistas tem um tratamento VIP.



Saímos do hotel às 8:30 após devorar vários sanduíches de mortadela pra segurar o dia, logo estávamos na ponte internacional.



Passagem na aduana tranquila, depois da imigração feita, como um dos agentes da aduana era motociclista, tivemos que falar um tempo sobre as motos.

Pegamos a famosa Ruta 14, famosa por ter a polícia rodoviária mais corrupta da Argentina, passamos por uma barreira, só acenos de mão. Ficamos sabendo que o trecho mais crítico é de quem vai de Uruguaiana para Buenos Aires e não o que passamos.

Alás, muito cordiais os argentinos, eles vêem as Harleys e ficam alucinados, piscam faróis, abanam, buzinam.

Ruta 14, Ruta 120, Ruta 12 até Corrientes e a Ruta 16 no Chaco, excelentes, pelo menos até Sáenz Peña onde estamos agora. A maioria pedagiadas (não para motos.



A Ruta 120 NÃO tem posto de gasolina, ali ficamos um pouco apreensivos, tivemos que rodar ao todo como 340km com as motos, até chagar a cidade de Ituzaingó. Abasteci 20 litros, tinha 1 ainda. Mas a maior foi pagar 70 pesos para colocar os 20 litros, algo como 35 reais, sim, 35 pila, ou seja 1,75 o litro da gasolina aditivada aqui. Seria a valorização do Real?

Descobrimos uma cidade bacana no interior Argentino às margens do Rio Paraná.



Descobrimos também que na maioria das cidade do inteior aqui, a polícia deixa andar de moto sem capacete, embora seja lei usar. Assim come era no Brasil a um bom tempo atrás.

Além disso, muitos ATVs neste lugar.



Decidimos tocar até PR Sáenz Peña por indicação do André Gatti, numa conversa que tivemos poucos antes da nossa saída na loja da Harley, grande dica do André. A idéia inicial er ficar em Corrientes, mas assim, além de render um pouco mais a viajem, fugimos da chuva.

O tal de Chaco é muito quente 43 graus nesta tarde com um baita vento lateral. tivemos que parar em todos os postos de gasolina para beber água, além de outros afazeres, como trocar o fusível do farol da minha moto.



Mui bien, 31 graus agora à noite, cerveja e parrillada nos esperam

Até amanha.

| Dia 3 | Presidencia Roque Sáenz Peña - Salta

O dia começou maravilhosamente bem!!!!



Ontem a noite o fusível queimou de novo, hoje de manha também, resolvemos levar na oficina. Achamos um curto no farolete que estava fazendo a bagunça toda. Hilário, o eletrecista nao queria mexer na minha moto de jeito nenhum, ele dizia o que era pra fazer e eu fazia, solta isso, desaparafusa aquilo.

Bem, consertamos, inclusive achamos os fusiveis padrão da Harley aqui.

Fomos então felizes da vida para o deserto del chaco. Mui felices...

Sabe o que é 49 graus? foi o que fez na quela estrada hoje. Parei uma hora na estrada pra tirar umas fotos ficamos um tempo a mais e acabamos tomando uma insolação. Tivemos que rodar 90km pra ticamente sem água até um próximo posto.

Imaginem um deserto, tem verde, mas é uma reta de 600km com quase nada de vida.






Hoje o dia foi difífil estamos muito cansados, vou pedir licença pra terminar este post amanha. O fato é que estamos aqui em Salta.

Mas éramos para estar em San Salvador de Jujuy....

Pouco depois do Pampa de Inferno (sugestivo o nome) olhei pra trás e não vi mais o Sandro, voltei para ver o que era estava ele no chao deitado embaixo de um mato e amoto estacionada.

- Atropelei um bode!!! - Disse ele

O tornozelo dele estava muito inchado, a sorte que não caiu com a moto. Colocamos uma garrafa de água congelada que estávamos levando pra aliviar um pouco a dor.

Não pareceia ser grave (e de fato nao era), ele chegou a conclusao que conseguiria andar um pouco com a moto ainda. Foi ent]ao que decidimos ir para Salta, pois era uma cidade maior e mais perto.

Foi então que olhei pra moto, paralama enconstando na roda, pedal e varetas de cambio tortas. Tinhamso que arrumar pra sair dali. Empurrei as duas motos uns 200m até uma sombra maior, e dei uma ajeitada pra poder andar com a moto. Tudo isso sob um calor de quase 50 graus.

Rodamos pouco mais de 300km até Salta (Sandro aguentou no osso), o hotel que ficamos chamou uma assistencia médica para turistas, o Sandrão foi prontamente atendido num hospital levado por ambulância e tudo mais que tinha direito.




Os argentinos são realmente muito cordiais. Não sei se é um serviço da cidade ou de quem, mas os turistas são prontamente atendido pelo sistema de saúde deles, sem custo algum.

Após as radiografias, foi diagnosticado uma torçao no tornozelo, ele foi medicado e recomendaram uns 10 dias sem forçar o pé.

Depois da função do hospital, lá pelas 11 da noite, um merecido bife de chorizo.

Bem...e agora??

Recomendaram repouso total para o Sandro, acabamos decidindo que ele ficaria em Salta no hotel, enquanto eu ia tocar o roteiro, subir a cordilheira e cruzar o deserto do Atacama. Sozinho...

Além disso como faremos para o Sandro e a moto voltar pra casa?

| Dia 4 | Salta - San Pedro de Atacama

Mui bien, acá estoy!!



Conforme combinamos o Sandro ficou em Salta e eu toquei para SPA (e bota spa nisso). Aqui é o ponto forte da viagem.

Hoje vou só colocar algumas fotos aqui. Tenho que acordar às 3:50 da madruga para ir nos Geisers de Tatio.

Começo da subida em San Salvador de Jujuy.






Punamarca


A subida (serra do rio do rastro é fichinha...)







Salina grande



Susques abastecimento
Sempre me disseram que era o último posto antes de SPA, mas tem um baita posto de gasolina novo na fronteira em Jama, tem até café expresso e aceita cartão de credito.
Aqui senti o efito da altitude, fiquei meio tonto, e tive que tomar um chá de coca pra me aprumar.





Mais fotos nas alturas



| Dia 5 | San Pedro de Atacama

Ontem logo que cheguei a San Pedro, fui procurar um lugar pra ficar e me informar sobre os passseios que eu queria fazer. O lugar aqui é todo voltado para o turismo, possui alguns resorts, vários hotéis e muitos hostals que são acomodações mais simples (e baratas), as preferidas pela maioria das pessoas que vem pra cá. Os hostals não possuem serviço de restaurante e lavanderia e se assemelham muito a pousadas de praia. Procurei um que tivesse lugar pra guardar a moto (muitos não tem), um bom banho, e WI-FI (a maioria tem).

Fiquei no Inti-Para Hostal


Esta é algo como a rua principal


Que à noite fica assim


Guardei o dia para fazer alguns passeios aqui em San Pedro. Tem muito lugares pra se conhecer por aqui, eu já vim decidido a conhecer os Geisers de Tatio e o Valle de la Luna. Procurei uma operadora de turismo aqui comprei o passei dos geisers, ia comprar também o do Valle de la Luna e o cara (gente finíssima) que me atendeu falou:

- Quer saber? este lugar fica a 18km daqui e a estrada é muito boa, pega a tua moto e vai lá andar no meio das rochas com ela vai ser muito legal. Não vou te vender este passeio.

Geisers de Tatio
95 km de estrada de terra irregular pra se chegar lá. Saímos às 4 da manha e chegamos lá às 6 ao nascer do sol. Um detalhe 4500m de altitude e simpáticos -10 graus!!

O visual é espetacular




Nada como utilizar um recurso natural para se preparar o café-da-manhã.


Bichos no deserto



Poblado de Machuca, 10 pessoas vivem neste lugar


Bem, vamos pra estrada de novo, agora para o Valle de la Luna.


Atras o vulcão Lincalibur


Valle de la Luna



E o famoso pôr do sol, dizem que no inverno as cores são mais intensas


Bem, amanha vou subir (e descer) a cordilheira de novo, voltar pra Salta na Argentina e me encontrar com o Sandro que ainda está em recuperação mas já armou toda a logística pra volta.

| Dia 6 | San Pedro de Atacama - Salta

7:00 hora de levantar acampamento e começar a volta. Aduana chilena só abre às 8:00, então fui ao único bolicho que abre antes das 8 em SPA e pedi:

- Senhor, tenho 1.900 pesos preciso água e um desayuno.

Consegui com esta grana comprar o seguinte:



- 1,5l de água
- 1 chocolate
- 1 pão com bastante queijo
- 1 nescauzinho chileno

Aquele pãozinho deles até que é bonitiho mas é muito embuchante, precisa 1 litro de café pra ele descer. Mas era o que a grana deu. Na verdade eu tinha que torrar os 1.900 pesos chilenos que sobraram.

Na aduana 7:45 já tinha uma fila enorme, na fila já fiz amizade com um grupo de espanhóis e alemães que estavam viajando pela América do Sul. Aliás durante estes 2 dias que estive lá, conheci alemães, australianos, holandeses, belgas, argentinos e brasileiros também. Todos muito legais, aliás, quem procura um lugar como SPA só pode ser uma pessoa legal. Um lugar sem frescura, cheio de lugares pra se conhecer frequentado por pessoas do mundo todo.

Até que foi rápido a Aduana, começamos então a volta. A subida da cordilheira é muito rápida, algo como uma decolagem, recomenda-se subir devagar. Ela está no círculo vermelho da foto.



Pra mim, pelo menos, o efeito da altidude já passou no segundo dia, em seguida se sai de 2.300 para 4.500 metros, além disso, com um temperatura em torno de zero, mas mão tinha neve.

Pssagem pela Aduana Argentina em Jama muito rápida, abasteci no YPF que tem lá, e rodei direto até salta, sim 440km com 20 litors de gasolina, por incrível que pareça lá em cima se gasta menos combustível. Ao contrário do que eu pensava.

Muito tranquila a volta, o visual da volta na chegada em Jujuy é um pouco diferente, pois tem coisas que não é possível (ou não tão fácil) ver na ida, pois ficam atrás. Só que não parei pra tirar fotos, pois estava querendo conhecer a Ruta 9 em Jujuy que hanviam me falado.

No começo achei legal, depois de 10km começou a encher o saco. Ae estrada é muito estreita, não passa dois carros, um negócio muito estranho.



Chguei em Salta 6 e poucas podre de cansado, entrei no quarto do hotel, tomei um banho e dormi até às 8:30 quando o carro chegou. O Sandro que ainda estava mancando, alugou uma pick up para ir até Santo Tomé com a moto na caçamba. Bem tinha que colocar a moto pra cima, prender, estas coisas.



11:45 estávamos numa parrijada, pra variar...

Dia 7 | Salta - Santo Tomé


View Larger Map

1.223km das 8:00 às 23:30, pra quem tá de carro, beleza. De moto? Vamos lá, até que não foi tão ruim...

Minha idéia inicial era ficar em Corrientes (830 km) e o Sandro tocar com o carro até Santo Tomé. Já na saída do hotel nos desencontramos, o Sandro tinha saído na frente enquanto eu terminava de arrumar umas coisas na moto, claro que ele se perdeu, quando saí uns 5 min depois não o achei mais. Fomos nos encontrar uns 450 km depois em Pampa del Inferno no Chaco.



Posto de gasolina que aceita cartão de crédito, pelo menos no interior argentino, são poucos, eu na volta de Salta como estava com poucos pesos no bolso, ao cruzar o Chaco precisei abastecer em lugares específicos, a a saber:

- Taco Pozo
- Centro de Sáenz Penã

A viagem rendeu muito, não estava tão quente e foi fácil passar o retão do Chaco, além de vacas, jumetos e carneiros, até um porco cruzou a estrada na minha frente. Mas sem incidente algum, chegamos em Corrientes às 16:30.

Como eu estava bem, não estava cansado e tinha energia ainda, decidi tocar até Santo Tomé. Afinal, faltavam só uns 400km.

Os últimos 100km foram sofridos, ali realmente senti cansaço, já estava pilotando quase 3 horas durante à noite, neste momento de chegada toda a atenção é pouca, o negócio é andar devagar, como minha moto tem rádio, coloquei uma sonzeira e ia curtindo.

Bati meu recorde pessoal de quilometragem num dia. Em casos especiais, do tipo ganhar um dia pra chegar em determinado lugar onde que vai ficar, é possível dar um tiro desses.

Devolvemos o carro para a locadora, e como de costume, parrilla e Quilmes nos esperavam, dieta argentina clássica.

A espectativa agora é ver como Sandro vai levar a moto até Porto Alegre, o pé dele está melhor, disse que vai rodando com a moto. Veremos...

| Dia 8 | Santo Tomé - Porto Alegre

Estávamos a 10km da fronteira com o Brasil e a uns 600km de casa, colocamos as coisas nas motos, apertei mais uns parafusinhos da Electra que tinha soltado com a vibração, deixamos o hotel e fomos abastecer.



O Sandro já estava melhor e decidiu tocar junto até POA.

Ás 18:30 já estávamos no final da Tabaí e cada um tomou seu rumo, o Sandrão ficou em Canoas e eu toquei pra POA.



Foram 8 dias que deixarão muitas histórias pra contar, se fosse escrever tudo aqui viraria um livro, para os amigos que vou encontrar vou poder contar pessoalmennte, caso você estaja lendo este blog que queira perguntar algum outro detalhe, escreva para o meu email. Se eu puder, será um prazer ajudar.

Um grande abraço a todos e valeu mesmo por toda a força

Até a próxima!!

sábado, 12 de setembro de 2009

Câmbio automático



DEUS ME LIVRE andar numa moto com este negócio...hehe!!!

Mas não deixa de ser interessante, não ser trata do mesmo tipo de transmissão das scooters, mas sim de uma caixa de câmbio com duas embreagens que permite usar o câmbio da moto tanto em modo automático quanto manual.

São 3 opções disponíveis 2 automáticas com 5 marchas (normal Drive e Sport) e uma manual om 6 marchas.

As duas embreagens trabalham simultaneamente numa troca de marchas, uma desengata a engrenagem corrente e a outra engata a a próxima permitindo assim uma troca mais suave de marchas, tudo isso eletronicamente assistido.


É não é ficção, a honda já vai disponibilizar para nossos amigos jaspions norte-americanos e europeus nos modelos VFR (Vee-Four Racing) 2010, como o esta Honda ST1300 Inerceptor abaixo:



Pra quem queser conferir tem o press release da Honda


Numa Harley?? Espero que não...please, se bem que sempre tem alguém que goste.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Guaporé

No sábado passado o Bernardo e a Fran, resolveram ir para Guaporé, num encontro que tinha lá no autódromo. o chamado MOTO MULHER. Abaixo segue o relato do Bernardo:




Durante muitos anos o cavalo além o meio de transporte do Gaúcho , era responsável pelo movimento da economia no RS, hoje quem leva os Gaúchos para se encontrar por esse Rio grande são as motos, diversos municípios tem suas economias movimentadas pelos gaúchos e suas motos.

Foi comungando dessa filosofia que foi idealizado o MOTO MULHER encontro de motos em Guaporé , cidade que se destaca pela produção de artigos voltados para as Mulheres (Jóias, lingerie )além do Autódromo Internacional de Guaporé, foi nesse local que realizou-se o 4º. MOTO MULHER, o evento aconteceu junto com mais uma etapa da Moto velocidade Gaucha.

Guaporé é uma cidade localizada na Serra Gaucha , a 200 Km de Porto Alegre, é um local de fácil acesso com uma estrada recheada de belas e longas curvas, o que é um convite irrecusável para os motociclistas.

Aproveitando o Sábado de Sol, saímos de Porto as 9:40 indo pela 386 até Lajeado e então subimos para Guaporé, como era inicio de feriado a estrada estava bem movimentada, apesar disso conseguimos manter um bom ritmo de viagem.
Sem nenhum incidente só uma parada pela PRE, que adora verificar os documentos de quem costuma ir aos encontros.

Guaporé é uma cidade muito agradável, e tem o título de “A Cidade Mais Hospitaleira do RS”, e sem duvida a população é muito simpática e educada , realmente um belo passeio, aliás o Douglas fala a horas para irmos lá por Veranópolis ( SoPa!) ...

Bem o encontro foi dentro das dependências do Autodromo com entrada gratuita para os Motociclistas, como houve uma etapa da Motovelocidade Gaucha o que mais tinha eram motos esportivas, poucas custom e bem poucas moto pequenas.

O encontro de moto serve para vários propósitos, o primeiro , sem dúvida, é colocar a moto na estrada, o segundo encontrar velhos amigos, terceiro fazer novos amigos e foi o que aconteceu conhecemos pessoalmente . o Fabio Rogalski de Getulio Vargas – RS... Gente Fina, e não por acaso , FELIZ proprietário de uma SPORTSTER,preta ( carburada, Carb RLZ!!!!) , que só conhecia pela comunidade do Zart no Orkut .
Outros motivos são ver motos bem como olhar as lojas de acessórios para motos e motoqueiros.

A volta aconteceu depois do almoço . sem muitos “incidentes”.. apenas um cara com muita pressa achou que podia jogar os outros pro acostamento, por sorte e habilidade não houve um problema maior, chegamos em casa as 16:30

domingo, 6 de setembro de 2009

Motores Inspirados

Motor 1600cc, v-twin, refrigerado a ar, balanceiros, torque máximo em baixa rotação. Estas características são do motor da foto acima. Novo motor da harley? Nem da Harley, nem de nenhuma moto custom. A moto é a Yamaha MT-01, um chassis de alumínio (bastante parecido com o da R1), garfo invertido na dianteira com pneu 120/70, balança de alumínio mono amortecida na traseira com pneu 190/50 e um motor V2 de 4 válvulas por cilindro com injeção eletrônica e cambio de 5 marchas. Resultado: uma motocicleta que anda muito e faz curvas com excelente estabilidade... Apresentada no salão de Tóquio em 1999 está no Brasil desde 2006.

Para quem já está pensando que marcas japonesas vivem copiando as motos da marca da lenda olhem este outro. Um típico motor boxer.


Mas não está em nenhuma moto Alemã, muito menos japonesa e sim num modelo fabricado em 1942 pela Harley-davidson no modelo XA para a Segunda Guerra. Motor inspirado na moto R12 da BMW de 1935. Esta disposição possibilitou um motor com menos vibração e um câmbio mais suave. Foram fabricadas cerca de 1000 motos para a participação dos Estados Unidos na Segunda Guerra. Curiosamente, ao mesmo tempo, os japoneses copiavam os motores v-twin da Harley.

sábado, 29 de agosto de 2009

Borússia

O tempo tem abençoado os motociclistas, mais um findi de sol!! Havíamos programado esta banda a umas duas semanas atrás, 10:30 nos encontramos e saímos pela RS-040 até Osório via Capivari.

Cruzar a Viamão é um sacrilégio, transito complicado, muitas sinaleiras, radar pra tudo que é lado, mas cair na 040 fora de temporada de verão é compensador estrada está tranquila, dá pra rodar descansado, muito mais ainda pela RS-101 onde fizemos o trecho de Capivari do Sul a Osório, praticamente vazia, tapete de asfalto e um visual espetacular, seja pela lagoa dos barros que passa à esquerda ou pelos cataventos à direita.



Parar embaixo dos cataventos é interessante (tem um paradouro para isso), o comentário de todos é o mesmo:

- Puxa...olhando da estrada parece que este negócio era menor..

Dali entre os cataventos, dá pra ver as antenas do morro da Borússia, olhando de baixo, parece difícil acreditar que logo estaríamos lá em cima.



Não era a primeria vez que eu tinha ido lá, numa outra vez fomos com outra turma, o Morro da Búrussía, já virou um ponto turístico consagrado, sempre vale a pena contemplar o litoral lá de cima, mesmo com a névoa seca ou bruma(acreditem, pesquisei o nome do fenômeno) que nos impossibilitou de ver o mar.



Voltamos até Santo Antônio dela RS-030, paralela à Freeway e depois de uma passada no Paradouro da Colônia, a turma se dividiu entre a RS-474 rumo a Taquara e Novo Hamburgo e a continuação da RS-030 até POA.

Grande parceria, grande banda!!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Chopper elétrica

Nunca fui muito ligado em motos chopper, pra mim são motos para visual e não pra se andar, acho bacana, mas não as teria.

OCC então, nem se fala, puro show biz, típico programa que se olha umas duas vezes e depois enche o saco. O processo de criação e montagem de uma chopper é legal, mas ficar aturando aquele senhor de bigode e seus filhos encenando quadros pitorescos é o fim da várzea.

Porém, de toda forma, se alguém quer "aparecer" são os caras certos, pois não há no mundo que não os conheça. Foi o que a Siemens fez.



Junto com onda verde que está levando a indústria automotiva a criar mais e mais conceitos de veículos não-poluentes, a Siemens e a OCC resolveram criar uma chopper elétrica, o resultado foi uma moto com as seguintes características:

- Totalmente construída com material reciclado
- Motor de corrente contínua da Advanced DC Motors
- Farol com LED da OSRAM (Siemens)
- 27 CV permitindo alcançar 160km/h
- 100km de autonomia
- Para recarregar as baterias basta ligar a moto numa tomada 110V.

Como qualquer veículo elétrico ela não possui caixa de câmbio, basta ligar e acelerar.

O problema é andar escutando um motor fazendo BZZZZZZZZZ.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Olhando para a frente

Eu penso que daqui a algum tempo os veículos serão na sua maioria elétricos. Talvez por uma exigência ambiental, ou necessidade de cair fora da dependência de petróleo, enfim, na medida que conseguirmos construir baterias capazes de acumular mais energia e motores elétricos mais eficientes isso se tornará uma realidade.

Inclsive para motocicletas. Isso já é realidade para scooters. Já pensou pilotar uma Harley elétrica? Sem som? Completamente sem graça.

Enquanto isso mais novidades avançam nos motores a combustão. Depois que o platinado e condensador virou ignição eletrônica e o carburador virou injeção eletrônica (para a tristeza de muitos) chegou a vez das velas de ignição que serão substituídas por laser.

A Ford está empenhada em um novo projeto que pretende substituir as tradicionais velas de ignição por um sistema de raios laser. A empresa está desenvolvendo a tecnologia junto com engenheiros da Universidade de Liverpool na Inglaterra.

O sistema de ignição por laser não necessitará ser substituído como as tradicionais velas, que se desgastam e precisam ser trocadas periodicamente.

O laser pode também ser direcionado para toda a câmara de combustão, otimizando a queima, reduzindo as emissões de poluentes e economizando combustível.

Esse novo sistema também será mais compacto que o sistema de velas, já que não irá necessitar de cabos ou isolamento, além de utilizar menos energia que as velas.

O sistema irá interligar os feixes de laser no cilindros através de fios de fibra ótica, que também serão responsáveis pela transmissão de dados da combustão em tempo real ao controle eletrônico central.

Este por sua vez, irá controlar todo o processo e enviar a quantidade correta de combustível para o motor. Por ser mais eficiente na queima do combustível, o sistema irá permitir rápidas partidas com motor frio em regiões com baixas temperaturas.

A Ford deve introduzir o sistema em uma nova geração de motores que serão lançados em modelos mais caros da marca, sendo posteriormente transferido para os demais modelos da marca e cedido a outras montadoras.
(Fonte: Quatro Rodas)

(Fonte: greenoptimistic.com)

Este negócio não é um mero projeto de pesquisa, mas sim algo em pleno desenvolvimento com vários protótipos em funcionamento. A Ford já avisou que pretende colocar isso nos seus carros dentro de dois anos. Logo, logo as motos vão dar adeus às velas e seus cabos.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Saúde pública

“Se, apenas limpando as mãos com álcool, se elimina o risco do virus da gripe suína, ingerindo bebida alcoólica, então, ele nem chega perto!"

Gente é uma questão importante, se cada um fizer a sua parte logo estaremos imunes a esta praga de gripe A.