quinta-feira, 14 de agosto de 2008

10.000 Harleys Made in Brazil

Eu vejo que o mercado de motocicletas de um porte maior está ficando mais maduro. Temos vivenciado para de uns 2 anos pra cá o seguinte cenário:

- Maior variedade de modelos
- Preços caindo
- Condições de pagamento interessantes

Recentemente a Harley anunciou a fabicação da HD número 10.000 na montadora que ela instalou em Manaus. A moto fabricada (melhor dizendo montada) foi uma Softail Deluxe. Foram 10.000, de vários modelos, fabricadas no Brasil, exclusivamente para nosso mercado.

No meu ponto de vista, com raríssimas exceções, quem curte moto custom sempre deseja ter uma HD. E os fatores citados acima, tem contribuído para isso, esta é a razão da matriz da HD estar de olho no mercado Brasileiro e por isso os rumores de eles virem efetvamente para cá em 2010 e assumirem definitivamente a comercialização das motos, ao invés de um único distribuidor (Grupo Izzo).

Vamos dar uma olhada no quadro abaixo segundo a ABRACICLO http://www.abraciclo.com.br/
Estes números se referem à venda de motocicletas no ano de 2008.



Separei as motos que competem num mesmo seguimento, faltou aqui a Boulevard 800 da Suzuki que não consta no site da Abraciclo.

No mês de maio deste ano, foram vendidas 334 Sportsters 883, contra 240 unidades da Honda Shadow 750. No ano as vendas de 883 são praticamente iguais às da Dragstar (XVS 650) da Yamaha.

Faz tempo tenho notado que está faltando um concorrente, só a cidade de São Paulo já tem 4 dealers HD, espere... 4 dealers não, um único dealer com 4 filiais. O mesmo dealer que tem filiais aqui em Porto Alegre, em Curitiba, no Rio e em Belo Horizonte.

Será que não seria melhor ter concorrência para a venda de Harleys? Assim como é para outras marcas. Concorrência que vale não só para venda, mas para assistência técnica, peças, acessórios, atendimento, etc, etc, etc. Na minha percepção falta isso.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

O motociclista

Uma vez quando estávamos em Floripa, um grupo de pessoas que nos viu chegar no hotel molhados de uma chuva que pegamos e nos perguntou:

- O quê? Vocês vieram de Porto Alegre em 4 motos? Porque não vieram todos num carro só?

- Porque queríamos andar de moto. Respondemos.

- Que loucura!!! Mas vieram fazer o que aqui?

- Andar de moto ora bolas...

Já tinha lido esta crônica um bom tempo atrás, creio ser conhecida, pois hoje me deparei com ela de novo e depois de ler associei com o diálogo que descrevi acima. Resolvi então postá-la aqui.

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Estranho personagem, esse tal de motociclista.

Difícil crer que seja possível preferir o desconforto de uma motocicleta, onde se fica instavelmente instalado sobre um banquinho minúsculo, tendo que fazer peripécias para manter o equilíbrio e torcendo para que não haja areia na estrada.

Como podem achar bom transportar o passageiro, dito garupa, sem nenhum conforto ou segurança, forçando o coitado a agarrar-se a pança do motociclista, sujeitando ambos a toda sorte de desconfortos, como chuva, ou mesmo aquela "ducha" de água suja jogada pelo carro que passa sobre a poça ao lado, ou de ficarem inalando aquele malcheiroso escapamento dos caminhões em uma avenida movimentada como a marginal Tietê, por exemplo, sem falar da necessidade de se utilizar capas, casacos e capacetes, mesmo naqueles dias de calor intenso?

Isso tudo enquanto convivemos numa época em que os automóveis nos oferecem toda sorte de confortos e itens de segurança.

Ar-condicionado, que permite que você chegue ao trabalho sem estar fedendo e suado; "air bags", barras laterais, cintos de três pontos, etc., que conferem ao passageiro uma segurança mais do que necessária; som ambiente; possibilidade de conversar com os passageiros (OS passageiros...) sem ter que gritar e assim por diante.

Intrigante personagem, esse tal de motociclista.

Apesar de tudo o que disse acima, vejo sempre em seus rostos um estranho e particular sorriso, que não me lembro de haver esboçado quando em meu carro, mesmo gozando de todas as facilidades de que ele dispõe.

Passei, então, a prestar um pouco mais de atenção e percebi que, durante minhas viagens, motociclistas, independente de que máquinas possuíssem, cumprimentavam-se uns aos outros, apesar de aparentemente jamais terem se visto antes daquele fugaz momento, quando se cruzaram em uma dessas estradas da vida. Esquisito...

Prestei mais atenção e descobri que eles freqüentemente se uniam e reuniam, como se fossem amigos de longa data, daqueles que temos tão poucos e de quem gostamos tanto.

Senti a solidariedade que os une. Vi também que, por baixo de muitas daquelas roupas de couro pesadas, faixas na cabeça, luvas, botas, correntes e caveiras, havia pessoas de todos os tipos, incluindo médicos, juízes, advogados, militares, etc. que, naquele momento, em nada faziam lembrar os sisudos, formais e irrepreensíveis profissionais que eram no seu dia a dia. Descobri até alguns colegas, a quem jamais imaginei ver paramentados tão estranhamente. Muito esquisito... Ao conversar com alguns deles, ouvi dos indizíveis prazeres de se "ganhar a estrada" sobre duas rodas; sobre a sensação deliciosa de se fazer novos amigos por onde se passa; da alegria da redescoberta do prazer da aventura, independente da idade; e da possibilidade de se ser livre e alegre, rompendo barreiras que existem apenas e tão somente em nossas mentes tão acostumadas com mediocridade.
Vi, ouvi e meditei sobre o assunto.

Mudei minha vida...

Maravilhoso personagem, esse tal de motociclista.

Muitas motos eu tive, mas jamais fui um verdadeiro motociclista, erro que, em tempo, trato agora de desfazer. Mais que uma nova moto, a moto dos meus sonhos. Mais que apenas uma moto, o rompimento dos grilhões que a mim impunham o medo e o preconceito e que por tanto tempo me impediram de desfrutar de tantas aventuras e amizades.

Deus sabe o tempo que perdi e as experiências que deixei de vivenciar. Se antes os olhava com estranheza, mesmo sendo proprietário de uma moto (mas não um motociclista), vejo-os agora com profunda admiração e, quando não estou junto, com uma deliciosa pontinha de inveja.

O interessante, é que conheço pessoas que jamais possuíram moto, mas que estão em perfeita sintonia com o ideal motociclista.

Algumas chegam até mesmo a participar de encontros e listas de discussão, não que isto seja imprescindível ou importante. O que importa é a filosofia envolvida.

Hoje, minha esposa e eu, montados em nossos sonhos, planejamos, ainda timidamente, lances cada vez maiores, sempre dispostos a encontrar novos velhos amigos, que certamente nos acolherão de braços abertos.

Talvez, com um pouco de sorte, encontremos algum motorista que, em seu automóvel, note e ache estranho aquele personagem que, passando em uma motocicleta, com o vento no rosto, ainda que sob chuva ou frio, mostre-se alheio a tudo e feliz, exibindo um largo e incompreensível sorriso estampado no rosto.

Quem sabe ganhemos, então, mais um irmão motociclista para o nosso grupo.

(Fernando Drummond)

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

480.000 km

Na útima viagem para o Uruguay, fizemos muitos planos. Matchu Pichu, Atacama-Antofagasta, Mendoza, banda nos EUA, Buenos Aires, foi um festival de idéias que deixa a gente empolgado e ansioso pra saber qualserá a próxima.

Agora imagina viajar pelo mundo de moto. Levando a sua própria moto para os vários lugares que fosse viajar.

Pois este foi o projeto do casal Forwood da Austrália, que iniciaram um plano de dar uma volta pelo mundo com uma Electra Glide Classic 1994. O trajeto começou em 1996 e continua até hoje, entre várias indas e vindas para casa, sempre com a mesma moto.




A história completa(em inglês), e os mapas com os trechos já percorridos estão no site:

http://www.horizonsunlimited.com/forwood/mytrip.shtml




Ele conta a história em detalhes desde a entrada até a saída de cada país, com as dificuldades e coisas interessantes que aconteceram com eles, bem como os preparativos e a logística para a viagem.

Realmente uma grande aventura.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Serra do Rio do Rastro

Quem já foi sempre quer voltar!

Na primera vez que eu fui era janeiro e chovia muito, mas muito mesmo, e como de costume no verão geralmente a serra está fechada com pouca visibilidade. Mesmo assim valeu, foi muito divertido passar por aquelas curvas na chuva, mas ficou ainda o gostinho de quero mais.

O inverno, fora o frio, é a estação de melhor visibilidade da serra. Onde do topo do morro é possível ter um visual assim:


A estrada liga os municípios de Bom Jardim da Serra a Luro Müller em Santa Catarina,. A história da Serra do Rio do Rastro começa em 1870, quando os primeiros habitantes da região, levados pela necessidade de conseguir os gêneros de primeira necessidade que chegavam ao Porto de Laguna, abriram uma trilha na mata. A viagem até a cidade portuária era feita em lombos de burros e a aventura podia levar dias. Na década de 80, a estrada foi pavimentada e iluminada. Mas até hoje mantém nas suas curvas acentuadas uma atração à parte. Além de facilitar a vida dos moradores, a Serra passou a ser o principal destino das pessoas que gostam de curtir a natureza.

O caminho será o seguinte, totalizando 887km:


Exibir mapa ampliado


Vamos torcer para que o tempo ajude desta vez.

sábado, 2 de agosto de 2008

Little Boogie Blues Band

Pra quem gosta de blues vai aí uma dica:



Dia 04/09 no Abbey Road Studio Pub
Av. Plinio Brasil Milano, 1185 - Higienópolis
Porto Alegre - RS
Fone: 51-3328-9516

A música de abertura do blog, Strange Brew (Cream) é uma mostra do que vai rolar lá. Além de ter que ficar aguentando ver o Douglas tocar contra-baixo.

Mais som da banda em www.purevolume.com/littleboogiebluesband

terça-feira, 29 de julho de 2008

Próximos planos

Estive estudando um pouco como seria uma viagem para o Atacama no Chile:



A distância de Poa até San Pedro Atacama é de aproximadamente 2.350km. Levaremos uns 4 dias pra chegar até lá, indo na nossa tocada, viajando por dia uns 600km pra não pegar noite na estrada, isso com paradas de 20 a 30min a cada 150km.

Temos então 8 dias de viagem, ficando mais uns 2 dias por lá para conhecer os lugares legais teremos uma viagem de 10 dias.

Já que estamos lá vale a pena aproveitar e rodar 350km até a Antofagasta no litoral do Chile precisaríamos para isso mais uns 3 dias. Assim já estamos em 13 dias de viagem, 2 semanas, se tudo correr bem e não houverem imprevistos.

Pelo que tenho conversado com a galera, tá difícil conseguir este tempo para o início do ano. Vamos ter que deixar o Atacama em stand by e bolar uma alternativa que dure a metade deste tempo e de percurso.

Aguardem os próximos movimentos.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Montevideo

Sei que muitos já estavam ansiosos pela história completa da nossa viagem, vai aí ela, agora com as benditas fotos (e correções de gramática e ortografia...)!


DIA 1 Porto Alegre - Pelotas

Depois de muita conversa, preparo, pesquisa e tudo mais que envolve uma viagem de moto, finalmente demos partida para Montevideo no Uruguay. Nesta vez tivemos duas estréias, o Barea e o Marco Antônio. Nenhum deles tiveram uma experiência dessas ainda: 2200km numa moto. Na verdade esta viagem pra mim também é uma superação, pois 5 dias numa moto pra mim também era novidade.

Nos encontramos no velho posto BR da D. Pedro, a ansiedade era grande pois, além das novidades, a chuva era certa, só não sabíamos se seria muita ou pouca. Como desde os preparativos da semana já sabíamos que choveria, estavamos com a seguinte premissa:

Dane-se a chuva!!!




Saímos às 12:55 numa viagem tranquilíssima, mesmo tendo rolado uma garoa por boa parte do percurso. Lá pelas 17:00 estávamos no hotel em Pelotas. A próxima parada lógica seria no Chuí, como não queríamos pegar a noite no Taim (além da pressão do Barea pra olhar o jogo do Inter, decidimos andar somente 260km e ficar em Pelotas.

Estávamos no quarto dando um tempo para sair pra jantar, de repente toca o telefone era o porteiro do hotel preocupado que tinha começado a chuva e ia molhar as motos. Saímos pra jantar a pé. Melhor, pois com a lei seca isso significava que poderíamos beber à vontade.




Eu, pessoalmente gosto muito de Pelotas, mas cada vez que venho aqui, sinto mais que a cidade tá largada. É uma cidade linda, mas precisa ser restaurada, prédios, ruas... A chuva nos obrigou a andar a pé pela cidade e conhecê-la um pouco mais, fica aqui nossa opinião.

Viagem é assim, muita conversa, muitas idéias e planos, e como de costume muita comida, pra variar paramos numa cantina que o Marco Antonio conhecia em Pelotas, show de bola. Nada como matar quem está querendo matar a gente...falo da fome, claro. Nada como comer, beber e dormir bem, afinal no outro dia teríamos 600km para rodar.




DIA 2 Pelotas - Montevideo

Acordamos às 6 da manha, arramarmos as coisas tomamos café e saímos faceiros para pegar as motos para encarar os 600km que terrìamos até MVD, passando por Punta. Logo que saímos na rua, descobrimos que a chuva que havia começado ontem, ainda estava lá.

Saímos mesmo assim, era uma garoa fraca, que somado com a neblina da manha deixava a paisagem, digamos assim, desafiadora...

Viagem de moto tem dessas coisas, é necessário ser programada com antecedência para que se possa preparar todos os detalhes, a única coisa que nao dá pra prever é o tempo. Neste caso nao havia mais escolha, teriamos que encarar. E foi o que aconteceu.



Começou com uma garoa em Pelotas e acabou com uma chuva torrencial desde Pan de Azucar até Montevideo. Chuva, vento e frio somados num percurso mais longo é uma combinaçao complicada, nao tem roupa impermeavel que resista, principalmente luvas e botas que acabam molhando por dentro e fazendo com que passássemos frio.

A coisa começou a apertar mesmo foi no Taim, que mesmo com chuva é um lugar maravilhoso, só que os carros estão cruzando lá com muita velocidade, quem está de moto tem que redobrar o cuidado. Talvez esta seja a causa de ter tanta capivara atropelada no caminho.

Um outro causo inusitado foi num posto de gasolina no Taim, encontramos um motocilcista de Macapá que estava voltando do Chuí. Ele cruzou de Oiapoque até o Chuí numa XT660, uma fera, ficamos um bom tempo conversando e trocando idéias sobre viagens.

No Chuí para para abastecer, atravessamos para o Chuy (uruguaio) cambiamos uma grana e tomamos um café pra esquentar e compramos um Jack Daniel´s, que aliás foi um grande amigo presente nesta viagem.

Fizemos a imigraçao na Aduana, tranquila demais, foi tao tranquila que até colaboramos com o churrasquito que iria rolar naquela semana. 200 pesos e os caras ficaram reclamando, resolvemos sair correndo dali antes que eles musdassem de idéia e resolvessem encrencar com algo.

As paradas foram em cada 120km, para abastecer e esperar o frio passar, mas que isso era inviável, uma parada muito legal foi em Rocha pra abastecer, acabamos num paradouro com uma parilla acesa. Nunca tinha imaginado que o fogo era tao bom. Comemos um Entrecot bem na frente do fogo, onde aproveitamos pra deixar nossas luvas e balaclavas pra secar.




Mas a festa durou pouco, logo que saìmos de Rocha, em seguida começou tudo de novo. Com as luvas molhadas em seguida sentimos frio na mao, tanto que desisitimos de ir a Punta, a chuva apertou e resolvemos ir direto para o hotel em Montevideo.

Chegamos tão cansados no hotel que nem a tradicional foto da chegada rolou. Ficamos no Hotel Balfer, um hotel antigo, no centro de MVD, muito bem localizado. Abrimos as mochilas para ver se tinha alguma coisa seca dentro delas, por mais que se coloca capa nas mochilas, sempre entra alguma água quando se toma muita chuva, fica uma dica aos viajantes: aquilo que não pode molhara em hipotese alguma, coloque dentro de sacos de plástico.

Em seguida estabelecemos nosso QG:





DIA 3 - City walk

Sinceramente, por mais que se leve na esportiva uma chuva com a de segunda-feira, nao dá pra negar que ela acaba provocando na gente uma certa frustracao.

Ontem, logo depois que terminei o post e saí do computador, dei uma olhada para a rua. Tinha muito vento e aquela garoa fraca que nos perseguia desde o caminho de POA até pelotas. Como, apesar do frio, dava pra caminhar na rua, decidimos colocar uma roupa mais quente um gorro na cabeça e partir para um city walk pelo centro da cidade.

Logo que saímos para a rua, o desânimo se foi, a garoa em seguida acabou ficando somente o vento e frio. Foi entao que descobrimos que teríamos um grande dia.

Montevideo é realmente muito bonita, muitos prédios antigos, a maior ou pelo menos uma boa parte deles bem conservados, caminhamos pela 18 de julho até a praça central, onde tem o monumento e túmulo do Gen. Artigas, descendo até ao porto. O vento estava muito forte, que chegava a formar ondas grandes que batiam no cais dando um espetáculo à parte.







O Marco Antônio era nosso operador de turismo, como nao era marinheiro de primeira viagem aqui em MVD, conhecia vários pontos interessantes da cidade, passamos pelo Buquebus que faz transporte de passageiros para Buenos Aires e logo depois entramos no famosíssimo Mercado Del Puerto, o lugar mais clássico para se comer uma parrillada por aqui, vários restaurantes típicos, muito bem organizado e limpo. Excelente!




Ainda bem que estávamos a pé pois depois de tanto entrecot, vacio, chorizo, quesos e otras cositas mas que comemos tivemos que caminhar de volta para o hotel. Logo que saímos do mercado uma grande surpresa: apareceu timidamente o sol, o que já foi suficiente para secar o chao molhado da chuva. Voltamos rapidinho para o hotel e pegamos as motos para dar uma volta pela Rambla.





Andamos os 20km da Rambla até Carrasco voltando por pocitos, Punta Carretas e outros bairros chiques de MVD.

Achamos a loja da Harley-Davidson, paramos as motos lá e entramos para ver como era. Curiosamente, o dono da loja já sabia quem éramos, pois um cara que encontramos com uma HD na estrada no dia anterior num posto em Pan de Azucar já havia falado para ele. Uma loja bem legal, organizada, com bons preços, um pouco acima da tabela HD dos EUA, mas bem abaixo do que os praticados Brasil.



Partimos para o estadio Centenário, o Barea queria tirar uma foto na frente do estádio para publicar na revista do Inter, logo que chegamos na volta do estádio fomos parados pela polícia, na eu estava na frente e confesso que jamais imaginei que era a polícia, pensei: "Putz, até aqui tem esses caras querendo cuidar de carros estacionados..", passei batido pelos caras, daí que me dei por conta do que era. Pwnseio comigo, "Pronto, lá vai mais um churrasquito....", até agora ninguém entendeu porque nos pararam, só checaras os documentos do Barea e do Marco Antonio, os meus nem quiseram, olharam as motos e ainda deram a dica que poderíamos entrar no estádio.

Para um estádio de 1930, o qual serviu de palco para a primeira copa do mundo, ele está muito bem cuidado. Tiramos as fotos e ficamos imaginando como seria assistir um jogo ali. Até pensamos em assistir um jogo mas o próximo só seria no domingo Penharol x Defensor, deve ser um jogao, sei lá...





Após uma passadinha básica no Punta Carretas Shopping, voltamos para o hotel e saímos depois para um pub na Ciudad Veija, o El Pony Pisador da foto:



Foi um dia e tanto, porém tivemos que mudar um pouco os planos, Não iríamos mais a Rivera e sim voltar pelo mesma estrada, que é mais curta e passaríamos na volta por Punta del Este que ficou para trás na segunda.

DIA 4 - Colonia del Sacramento

Legal o passeio de ontem, mas a estrada estava nos chamando. Colonia fica a 180km de MVD, as estradas no Uruguay, pelo menos las rutas pricipales são muito boas, bem sinalizadas, e com visual muito legal, consição ideal pra se andar de moto que, por sinal são isentas dos pedágios cobrados nestas rodovias. A ruta 1 que vai até lá, está com boa ou talvez a maior parte dela duplicada.





Dia com pouco sol, nublado, pouco frio, decidimos ir de jeans ao invés de usar o equipamento pra viagem, assim não precisava ficar arrastando jaqueta e andando de calça impermeável por lá. O "conforto" teve suas consequencias, chegamos em Colonia, batendo-queixo.

Demos uma caminhada pelo lugar e paramos num restaurante na beira do rio. Colonia tem um visual muito bonito e acolhedor, vários restarantes, lugares históricos, na minha opinião é quase que como um passeio à parte, passar uma noite lá deve ser muito legal. Ruínas, praia, arena de touradas, muita coisa pra se ver por lá.





Com o frio que passamos eu estava decidido a passar numa loja da Columbia que tinha lá em Colonia pra comprar um daqueles coletes pra colocar por baixo da jaqueta. Acabou que todos compraram o mesmo colete, foi a salvação, pelo menos aliviou a volta onde pegamos a noite da estrada.

DIA 5 - Volta para POA via Punta del Este.

Chegamos a pensar em parar na volta em Pelotas de novo pra não pegar a noite na estada, mas achamos melhor tocar direto, na verdade já estávamos ansiosos para voltar pra casa mas sabíamos que teríamos 900km pra rodar num só dia e que isso não seria fácil.

Logo que saí do estacionamento do hotel, vi que a rua estava molhada, sinal que havia chovido e não fazia muito, o céu estava nublado, não parecia que ia chover mais. Saímos pela rambla até a a saída da cidade apra Punta, logo que pegamos a ruta olhei para o lado sentido nordeste e vi que lá na frente estava caindo água pra valer, logo começou a nossa velha e "amiga" garoa, que em seguida virou chuva.

Mesmo assim fomos até Punta, não deu pra fazer muita coisa além de uma volta de moto na chuva pela cidade. Conseguimos parar em Punta Ballenas para uma foto, o vento estava muito forte, nem tiramos os capacetes e saímos logo dali para dar uma passada no hotel e casino Conrad em Punta de Este, um luxo só. Aliás Punta é muito chique , acho que toda a grana do Uruguay está por ali, mansões, muitos iates, muito lugar bacana. O Barea adorou...hehe.




Saímos correndo de punta para pegar a Ruta 9 que vai para o Chuy. Entramos na ruta e apertamos um pouco o passo, como a estrada é calma e muito boa, deu pra andar um pouco mais rápido pra ganhar um tempo para uma parada no free shop no Chuy.

Pra mim free shop no Uruguay é so pra comprar vinho, perfume, doce de leite e alfajor e o melhor deles é em Rivera, não curti muito Chuy, mas mesmo assim valeram os 30 minutos de compras.

Dali em diante foi um tiro até Pelotas, com uma parada estatégica para uma foto clássica no Taim, agora com sol e muito vento também tentei deixar a camera sozinha pra tirar a foto dos tres no por do sol, mas ela não ficava em pé.



Depois do Taim, foram duas paradas para abastecer as motos e tomar um café. Chegamos em casa pelas 23:00, praticamente sem bunda depois dos 900km.

Longos percursos em uma moto acabam se tornando um grande momento de reflexão para quem pilota. Como não é possivel conversar com alguém, a viagem se torna, eu, minha moto e a estrada. É algo como esvaziar a cabeça de assuntos estressantes e deixar espaço para fazer planos para o futuro, planejar outras viagens, acertar coisas que estão em conflito comigo mesmo, coisas assim, um tempo para colocar a casa em ordem.

Foram 5 dias e 2200km onde tres pessoas que se uniram para um desafio. Numa das paradas na volta conversámos sobre isso, havia um expectativa de como seria a viagem, pois nos conheciamos pouco, e sabíamos que viagens como esta é necessário muita cooperação de todos para não dar nenhum desentendimento, mas o balanço final foi:

- Senso comum quando era necessário tomar uma decisão de onde ir e o que fazer.
- Calma mesmo nos momentos mais complicados como ficar rodando na chuva sem encontrar o lugar que se está procurando
- União e parceria em tudo o que se estava fazendo.
- Muita, mas muita disposição para dar risada.

Fica aqui um agradecimento especial às esposas e aos amigos que nos incentivaram e apioaram neste feito.

Até a próxima!!

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Hell Ride (2008)

O motoqueiro e cineasta Larry Bishop (astro de vários filmes de motoqueiros dos anos 60 e 70, como The Savage Seven e Angel Unchained), que roteirizou e dirige Hell Ride, interpreta Pistolero. Ao lado de seu irmão The Gent (Michael Madsen) e de Comanche (Eric Balfour), ele pega a estrada para se vingar da gangue dos 666ers, que matou a mãe de Pistolero, Cherokee Kisum. Vinnie Jones, David Carradine e Dennis Hopper (ISSO MESMO!!!) também estão no elenco.



Hell Ride estréia nos EUA, em circuito restrito, no dia 8 de agosto. Como é um filme lado B, é muito provável que nem o cheiro dele passará pelo Brasil, então, fiquem ligados que logo vamos providenciar ele pra assistir em casa.

Pelo trailer já da pra ver que é um filme 3B (Beer, Bike and Booty). Se você é menor de 18 anos recomendo passar esta parte.





Minhas impressões em: http://redriderspoa.blogspot.com/2008/09/hell-ride-2008-impresses.html